Minha Metrópole...
Era para ser muito, mas acabou sendo bem pouco!

Maré...

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Eu andei numa maré muito ruim...
Daquelas que parecem que não vão passar nunca, sabe?
Daquelas que deixam a gente entregue e tudo que chega parece ser infelicidades e mais infelicidades. O importante mesmo é que passou e já vai longe e distante!

Eu mudei, vendi meu antigo apartamento lá no centro e agora estou morando em uma pensão (provisoriamente). Muita coisa aconteceu comigo e com o resto do mundo também, mas a gente tem essa estranha mania de achar que só acontece com a gente, não é mesmo?

Enfim, crises minhas e do mundo a parte.
Eu pensei em deletar esse blog, apagar tudo ou começar de novo, com uma nova cara, um novo jeito. Mas são apenas idéias por enquanto. Amanhã eu penso melhor e vejo o que eu faço. Até lá, vou dormir mais um pouco porque hoje eu estou naqueles dias e tudo que eu quero é dormir até isso passar. Odeio ficar menstruada.
 

Dor na alma

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Eu visitei os endereços errados
Mastiguei palavras equivocadas
Eu teci outra vida
A daquela estranha figura
Que muitos diziam ser eu!

Eu vomitei meu passado
meus desesperos todos
meu ânimo
minha vontade
Eu virei refém
E me larguei pelas calçadas!

Viralata sem rumo,
...se acabando em sargetas
Esperando por migalhas!
Desgraça.

Sou vilã sem identidade
Não tenho texto
Faltam falas
Navalha afiada que rasga
Navalha afiada que sangra
Espelho quebrado
...que mostra o que ainda sobra na cara!
 

Uma música que diz tudo!

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A noite está me expulsando de mim mesma. Parece não ser possível, mas vai por mim: é.
Chorei boa parte do dia de hoje. Fiquei com tanta raiva do mundo por alguns segundos que eu queria cuspir nele com toda saliva que eu tivesse.
Tudo bem, isso passou e agora resta apenas eu e o som da rádio Alpha Fm que está tocando uma música que sem querer, diz tudo. Absolutamente tudo.


Circle Of Life


Composição: Elton John
From the day we arrive on the planet
And blinking, step into the sun
There's more to be seen than can ever be seen
More to do than can ever be done

Some say eat or be eaten
Some say live and let live
But all are agreed as they join the stampede
You should never take more than you give

In the circle of life
It's the wheel of fortune
It's the leap of faith
It's the band of hope
Till we find our place
On the path unwinding
In the circle, the circle of life

Some of us fall by the wayside
And some of us soar to the stars
And some of us sail through our troubles
And some have to live with the scars

There's far too much to take in here
More to find than can ever be found
But the sun rolling high through the sapphire sky
Keeps great and small on the endless round
 

Estado de alma!

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Madrugada sem fim de minha atual existência:


Ruas que estavam perdidas
...se encontram com o vento
Que na última hora abandona as folhas
e se agarra aos meus pés...

O céu de infinita magia
...se rasga em sirrus brancos e risonhos!
Brinca com a lua...
Se transfigura!

Meus olhos lamentam a ausência
...e reinventam a tristeza _ incolor!
Paira silenciosa _ a saudade
E volto em segredo para a cama
...onde o inverno ainda não me alcança!
 

Fundo do poço!

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Hoje eu fiquei pensando nas dores dos outros porque a gente tem essa mania estranha de só ver dor naquilo que a gente realmente sente, não é? Eu estou aqui com a minha dor, as minhas lacunas e claro que é tudo mais dolorido que nos outros e no outro também é assim, não é?

Mas eu estou mesmo cansada. Perdi quase tudo nos últimos dias. Eu sei que perdi muito mais do que eu ganhei e nem posso reclamar porque mesmo sem querer foi isso que eu fiz e sem ajuda de ninguém. Muito pelo contrário, muita gente tentou me ajudar de alguma forma, estiveram aqui e agora não estão mais. Se cansaram de mim e agora é a minha vez de estar cansada de mim mesma. Credo. Nunca pensei que seria assim comigo também, mas está sendo.
 

Cansaço...

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Pensei em muitas coisas. Sério mesmo.
Pensar é o que eu mais faço, mas as vezes a vontade é pouca. Pouca mesmo, sabe? A gente é tomada por um cansaço estranho e tudo que fica é isso ou coisa nenhuma. Credo. Eu tenho respirado fundo, mas não tenho feito outra coisa que não seja olhar para os cantos, para os lados e me largado aqui e ali. Acho que estou num fundo de poço. O mais fundo de todos que eu já estive antes. E não vejo aquela tradicional luz no fim do túnel que todo mundo costuma ver.

Sei lá, vou aproveitar a tarde pra pensar em tudo isso.
Tchau

Observação. Ando pensando muito mesmo nesse tipo de coisa ultimamente: já pensou se de repente essas são minhas últimas palavras na vida?
 

Mulheres na poesia.

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Em 2005 completou-se 25 anos da morte de duas mulheres notáveis. Representantes de uma geração  que nas décadas de 20 e 40 iniciou o caminho para uma ampla participação feminina no cenário político, social e cultural do país.

Adalgisa Nery (1905-1980) era uma menina pobre, filha de um modesto funcionário da prefeitura do Rio de Janeiro. Perdeu a mãe aos 8 anos e teve uma infância triste, revoltada – interna de um colégio de freiras, já era vista como “subversiva” por defender as órfãs – categoria comum nos colégios religiosos da época.
A única educação formal que recebeu na vida foi a do curso primário, feitos dos 9 aos 12 anos. Aos 15 anos, apaixonou-se por um rapaz vizinho – o pintor e poeta Ismael Nery (1900-1934) um dos percussores do modernismo no Brasil. Contrariando sua família, aos 16 anos, Adalgisa casou-se com Ismael.
Nos 12 anos seguintes, a adolescente mergulhou numa vida trepidante, nunca monótona que lhe proporcionou a entrada em um sofisticado circuito intelectual graças a freqüentes reuniões em sua casa, uma estada de dois anos na Europa com o marido e a conseqüente aquisição de cultura.
Dizia dela o crítico Marido Pedrosa: “A jovem mulher, bela como um jarro de flores, dava com sua presença, o toque de graça terrena e feminina àquelas reuniões, por vezes perdidas em especulações abstrusas.”

O casal teve 7 filhos, todos homens. Apenas o mais velho (Ivan) e o mais novo (Emmanuel) vingariam, todos os demais, inclusive um casal de gêmeos não sobreviveriam além de um ano de idade. Sobre esse fundo de tragédia, o brilhantismo  proporcionado pelo talento ímpar de Ismael, filho de família rica e católica – mas assombrado pela sinistra figura de sua mãe, que era uma fanática religiosa.
Seu maior sucesso foi A Imaginária, romance publicado em 1959 – onde a escritora usando a personagem Berenice narra seu maior tormento ao lado do marido. Adalgisa descreve como o fascínio que sentia pelo marido no inicio do casamento foi substituído por um verdadeiro sentimento de terror pela violência que ele podia assumir, na vida cotidiana. Assim, fala de sua morte: “Aquele homem tão amado por mim, a quem eu havia dado todo o meu amor, partia, desatando a vida dos sofrimentos físicos e morais (...) Mas havia deixado sobre meu corpo todos os desabamentos, todas as ruínas, todos os desesperos e todos os desencantos. Era um amontoado de misérias e desgostos difíceis de serem depurados pela minha idade.”

Em 1937 lançou seu primeiro livro de poesias e seguiu trilhando o caminho da política ao se casar com o jornalista e advogado Lourival Fontes. Ao lado dele viajou para o México onde recebeu a condecoração mais elevada, a Águia Asteca, por conferências e artigos que fez sobre a grande mexicana Juana de la Cruz. Foi a primeira mulher na história a receber essa honraria.
O casamento com Lourival chegou ao fim quando ele se apaixonou por outra mulher 13 anos depois – o que a deixou profundamente abalada. Mas logo reegueu-se a mulher de fibra e valentia que voltou-se definitivamente para a política, sendo eleita deputada três vezes.
Poema ao Silencio

Silencio, cobre meu pensamento e o meu coração
Cobre o meu corpo do desejo dos homens
E a minha sombra da luz do solCobre a te a lembrança dos meus passos
E o som da minha voz
Cobre a minha caridade e a minha fé
A vontade de morrer e também a de viver
Estende-te sobre o colorido das paisagens
Interpõe-te na minha respiração e no meu pestanejar
Cobre-me desde o início da minha concepção
Enrola-te no duplo de mim mesma
Transforma-me em fragmento de ti próprio,
Penetra no meu principio e no meu fim,
Cobre-me bem, com tanta amplitude e intensidade
Que possa eu ser esquecida
E me esquecer por toda a eternidade!
Adalgisa Nery


“Nascida para o pecado”

Assim se definia a Poeta Gilka Machado – considerada hoje figura importante do nosso simbolismo literário e uma precursora do modernismo e sobre a qual se multiplicam teses universitárias, no Brasil e no exterior.
Sua poesia era totalmente popular e na época era apenas considerada como “imoral”.

Gilka começou a escreveu aos 13 anos, estimulada principalmente pela mãe, que foi uma artista de teatro de rádio. Em 1910 casou-se com outro poeta, Rodolfo de Melo Machado, que faleceria em 1923, deixando-a com dois filhos, Hélios e Eros (famosa como Eros Volúsia, bailarina que misturava tradição clássica com ritmos afro-brasileiros).

De 1915 a 1968 – Gilka lançou 11 livros de poesias, incluída uma edição feita na Bolívia. Sua obra completa foi publicada em 1978 – dois anos antes de sua morte e reeditada postumamente, em 1991.
Em 1977,  um grupo de literários, liderados por Jorge Amado propôs sua candidatura à Academia Brasileira de Letras (ABL), onde seria a primeira mulher a entrar, mas ela não aceitou.
Em 1979, a ABL lhe daria o prêmio Machado de Assis. No mesmo ano, a Assembléia Legislativa do rio prestou uma homenagem à mulher brasileira na pessoa de Gilka. Mas apesar disso, até hoje a grande maioria das histórias literárias nem ao menos mencionam seu nome.


Paticularidades

Muitas vezes, a sós, eu me analiso e estudo,
Os meus gostos crimino e busco, em vão, torcê-los
É incrível a paixão que me absorve por tudo
Quanto é sedoso, suave ao tato: a coma... os pêlos...

Amo as noites de luar porque são de veludo
Delicio-me quando, acaso, sinto pelos
Meus frágeis membros, sobre o meu corpo desnudo
Em carícias sutis, rolarem-me os cabelos.

Pela fria estação, que aos mais seres eriça
Andam-me pelo corpo espasmos repetidos,
Ás luvas de camurça, aos boas, a pelica...

O meu tato se estende a todos os sentidos,
Sou toda languidez, sonolência, preguiça,
Se me quedo a fitar tapetes estendidos.

Gilka Machado
 

Pensando sobre:

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Não sei ao certo se me classifico ou desclassifico.
Sei apenas que as vezes eu encontro rima para mim em alguns aspectos dessa trajetória ofusca identificada como VIDA... E ainda assim, não sei se me classifico ou desclassifico.
Curioso, não é mesmo?

Afinal, há dias em que o vento sopra forte através de mim e há dias em que o vento passa longe e nem mesmo meus cabelos os sentem. Há dias em que a pele procura pelo vento a todo custo e não o encontra e há dias em que a pele nada procura e pronto. Lá esta o vento.
Há dias de sombra e a gente se perde pela estrada e quando se encontra de novo, um novo tempo brilha diante dos nossos olhos. E vai entender essa tal ciência de passos e pés!
 

Os anos oitenta...

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Outro dia, revirando meus baús, encontrei dezenas de coisas antigas: discos de vinil, livros, envelopes e dúzias de cartas escritas a punho. Acreditem se quiser, mas foi como ver uma espécie de dossiê dos anos oitenta. Eu nasci em 1981, início da década do sonho, quando o Brasil deu um grito de basta e mostrou sua cara (feia) para o resto do mundo. É porque até então, tudo que imperava era o tempo da mordaça e da escuridão. Tudo que se podia fazer era sonhar.





Quem por aí não se lembra da música de Rita Lee? Caímos na gandaia, tínhamos a música, a poesia, a nós mesmos e a gente sabia disso. Assistimos a criação do PT e ao movimento de Diretas Já. Ouvimos Fafá de Belém cantar emocionada o Hino do Brasil (a maioria das pessoas naquela época nem sabia a letra) mediante a morte de Tancredo Neves. Sobrevivemos ao Sarney...





As mulheres decidiram que iram a luta e o que houve depois disso? A mulher confundiu-se mediante a liberdade de expressão, a liberdade sexual. Hoje, vemos as mulheres bebendo em bares (como faziam os homens) e morrendo mais jovens, com infarto e tudo mais. Ah! E as mulheres votam, eu voto, sou mulher e queria não votar. Mas sou obrigada _ viva a Democracia, a mesma que nos foi devolvida em 1984...





Eu assisti ao Et de Steven Spielberg e chorei muito quando o pequeno alienígena voltou pra casa e fiquei pensando comigo “Se fossem adultos, teriam colocado o pobre et num laboratório e jamais o mandariam de volta pra casa.” E ainda hoje dou graças aos Deuses por existirem crianças no mundo, mas até quando continuaram existindo? As crianças de hoje se perdem frente a televisão e ficam adultas mais cedo... E o pior é que elas tem pressa de não serem mais crianças. E eu? Eu brinquei de boneca até os quatorze anos... Já nem era mais a década de oitenta.


A década de oitenta veio sepultar o melhor que nós tínhamos, porque não há como negar, nós éramos bons, fazíamos arte com qualidade e invadíamos palcos, rádios, cenários com o que nós tínhamos de melhor e durante algum tempo éramos proibidos de fazê-los e talvez fosse esse o nosso pequeno milagre, como disse Chico Buarque “Apesar de você, amanhã há de ser um novo dia.”





E foi, é claro que não foram apenas boas coisas, descobrimos a AIDS que arrancou de nós pequenos notáveis e segue sendo uma ameaça para o sonho de liberdade sexual que abraçou o mundo em outrora... Mas o fato é que quem não viveu os anos 80, não tem idéia do que poderia ter vivido. Mas quem sabe, um dia, alguém consiga escrever sobre a década de noventa _ o novo milênio e está triste década de escândalos e deprimentes acontecimentos na política, no futebol, na arte, na música. Nunca fomos tão pobres... Então quem sabe seja este o caminho para sermos ricos.
 

O que isso tem a ver comigo?

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SIDERAIS ESPAÇOS MUDOS
Quisera o espasmo da última palavra
O universo sonoro do poema
Onde a paz e a dor se entrelaçam
No labiríntico bailar de nossos íntimos barulhos
Acaso o desejo se reconhece?
Tem ressonância com o alheio sentimento?
Pulsa na clara evidência do gesto?
Espera o permitir?
(Do distante? De nós?)
 

O que é que a Vila tem?

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Vila
Madalena
Com toda certeza você já deve ter ouvido falar da Vila Madalena, mas sempre que se fala na Vila, você fica sabendo da badalação noturna, dos estudantes da usp que adoram o lugar, do Beco do Batman ou o ainda do mais famoso Beco do Grafitte, Mas a Villa Madalena tem muito mais a oferecer que isso. Conhecida hoje como um dos lugares mais badalados da noite paulistana, a Vila tem a oferecer a seus visitantes muitos barzinhos que proporcionam muita diversão e lazer para seus freqüentadores. Para aqueles que gostam de mesinhas nas calcadas, um bom papo, música, pratos diferenciados e os mais diferentes tipos de bebida.
Mas se o seu estilo é outro não vá pensando que não há lugar pra você na Vila, porque a Vila  também tem muitas outras atrações pra você. Embora as atividades culturais do bairro não comecem muito cedo, se você procura arte, vai ter que revirar cada portinha que encontrar pelas ruas do bairro. Porque uma simples porta pode esconder ateliês cheios de novidades para você.
O bairro é hoje o paraíso dos artistas, pra você tem uma vaga idéia, você pode visitar um ateliê e apreciar o artista fazendo o seu trabalho e de repente sair de lá com um trabalho exclusivo pra você.
E se você nunca foi a Vila Madalena, aqui vai uma dica = não vá de metrô, a menos que você esteja a fim de caminhar... Uma das melhores formas de ir para lá é de ônibus mesmo, pois você vai descer em plena Fradique Coutinho, uma das ruas principais do bairro. Você pode chegar lá por volta das 16 horas, não esqueça de levar muita disposição com você. Andando pelo bairro você vai encontrar a Feira Moderna,  onde você vai encontrar uma encantadora lojinha de artesanatos e um barzinho tranqüilo e muito atraente. Não muito longe dali, você também pode visitar o Ateliê das Velas que só vende velas exclusivas, lindas e a um preço muito sedutor.  São muitos os ateliês que você pode visitar, com os mais diferentes tipos de arte a sua espera...
Então, próxima parada? Vila Madalena...
 

Vai sair e curtir São Paulo: então vá de metrô...

O final de semana está aí e se você quer pegar a família e fazer um passeio rápido e divertido próximo de casa, a opção é o metrô. Sim, é isso mesmo. Esse meio de transporte, utilizado diariamente por cerca de 2,5 milhões de usuários, é uma alternativa rápida, segura e confortável para aqueles que querem conhecer melhor a cidade de São Paulo. Através dele é possível visitar teatros, cinemas, museus, casas de espetáculo, shoppings centers, parques, bares e diversas outras atrações a cada estação do metrô. Confira abaixo algumas opções e bom divertimento!
•Estação Luz
Nessa estação encontram-se ótimas opções. A primeira é o Parque da Luz. São mais de 113 metros quadrados de área verde que conserva, há mais de 180 anos, espécies de plantas da Mata Atlântica. Bancos e coretos também lembram a São Paulo de 1900. A segunda opção é a Pinacoteca do Estado, instalada num belo edifício neoclássico, que reúne cerca de 3.400 peças em seu acervo, entre elas, pinturas, bronzes, tapeçarias e porcelanas. Nesta estação também está a Sala São Paulo, considerada uma das melhores salas de concertos do mundo, por possuir uma acústica especial. Por este motivo, abriga o melhor conjunto sinfônico da América Latina, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Parque da Luz - Praça da Luz, s/nº, tel. (11) 227-3545. De ter. a dom., das 10h às 18h. / Pinacoteca - Praça da Luz, 2, tel. (11) 229-9844. De ter. a dom., das 10h às 17h30. / Sala São Paulo - Praça Júlio Prestes, s/nº, tel. (11) 3337-5414. De seg. a sex., das 10h às 18h; sáb., das 10h às 16h30
· Estação Vergueiro
Inaugurado em 1982, o Centro Cultural São Paulo dispõe de uma grande área para exposições - climatizada para mostras especiais de artes plásticas e fotografia -, três salas destinadas a espetáculos teatrais, de dança, concertos e debates, além de uma grande biblioteca. O local é muito frequentado por estudantes. Rua Vergueiro, 1.000, tel. (0xx11) 3277-3611. De ter. a sex., das 10h às 19h30; sáb., das 10h às 17h30 e dom., das 10h às 15h
Estação Trianon-Masp
Ao lado da estação Trianon-Masp está o Museu de Arte de São Paulo (Masp). Ele é o mais importante museu de arte da América Latina e possui um acervo de cerca de 3.500 obras, que inclui peças de Van Gogh, Portinari, Renoir, entre outros artistas. Em frente ao Masp está o Parque Trianon, que preserva exemplares nativos da flora brasileira, como sapucaia, aracatim, canela, jacarandá e outros. Masp - Av. Paulista, 1.578, tel. (0xx11) 251-5644. De ter. a dom., das 11h às 18h. / Parque Trianon - Av. Paulista, s/nº, tel. (0xx11) 289-2160.

• Estação Barra Funda
Aqui está localizado o Memorial da América Latina, um dos mais modernos centros culturais da cidade, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. O edifício, instalado numa área de 78 mil metros quadrados, abriga o Pavilhão da Criatividade, possui um espaço onde há uma exposição permanente sobre a produção artesanal dos povos da região. Há, ainda, a Biblioteca das Américas, a Filmoteca, o Auditório - destinado à espetáculos musicais, de dança, teatro, congressos e convenções - e o Salão de Atos, onde são expostos painéis pintados por grandes artistas do continente. Av. Auro Soares de Moura
Andrade, 664, tel. (0xx11) 3823-9611. De seg. a dom., das 9h às 18h.
• Estação Anhangabaú
Erguido em 1903, o Teatro Municipal de São Paulo é um outro marco histórico localizado no centro da cidade. Ele apresenta, além de óperas, peças teatrais, de balé e orquestras. Nele está localizado o Museu da Música, com exposições permanentes e temporárias que narra a história artística e social do Teatro. Praça Ramos de Azevedo, tel. (0xx11) 222-8698. Museu: de ter. a dom., das 9h às 17h. Teatro: de acordo com a programação.
Estação Brigadeiro
Nele está a Casa das Rosas, a mais antiga mansão restaurada dos tempos dos barões do café. Projetada na década de 20, a casa mantém sua arquitetura original e apresenta exposições temporárias. Do mesmo lado da rua, a alguns metros da Casa das Rosas está o Instituto Itaú Cultural. Com 15 anos de existência, ele possui quatro auditórios, espaço expositivo e Centro de Documentação e Referência; tudo com o objetivo de promover e divulgar a cultura brasileira. Casa das Rosas - Av. Paulista, 37, tel. (0xx11) 251-5271. De ter. a dom., das 12h às 20h. /
Instituto Itaú Cultural - Av. Paulista, 149, tel. (0xx11) 3268-1700. De ter. a sex., das 10h às 21h; sáb., dom. e feriados, das 10h às 19h.
 

O que seria saudade?

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Um lago eterno de pequenas lembranças
onde a mente _ quase insana
Se lança _ como se sombra fosse!
E na água fria _ afogasse desejos
que na certa _ deveriam ter sido esquecidos!
Saudade...
Sopro insano do vento
que venta folhas _ nuvens
Venta preces _ paisagens inteiras
Que nunca são as mesmas
E ainda assim _ em algum lugar de nós
São o que são _ paisagens serenas
de imagens que ficaram em nós!
Saudade...
Flores tardias _ raras
que despertam em tardes ausentes de sol
Descobertas por olhos desconfiados _ sábios
Que descobrem a mim em meio a tarde...
Que passa e leva consigo o que ficou do olhar!
Saudade...
Um dia de chuva em pleno verão
Com lágrimas em vidraças quebradas
E cheiro de terra molhada a abraçar a alma
Saudade!
Uma página virada dessa história
que mau começou e você já evidenciou nessa folha
Essa palavra que eu expulsei daqui!
Mas ela ficou no tempo e aqui
Saudade!
É o que sinto quando penso em ti

Seria isso  ou não? 
Bem, eu achei o poema no jornal de hoje e acho que é um pouco disso...


 

Kavern Klub

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Kavern
Klub  Uma caverna pronta para ser explorada. Assim pode ser definida a Kavern Club, casa recém-inaugurada na Avenida Itaquera, zona leste da cidade. O objetivo é levar para a região o glamour das noites do Itaim e da Vila Olímpia, atualmente considerado o eixo principal da noite paulistana. Com três ambientes e capacidade para 1.200 pessoas, o local demorou quase três anos para ser concluído e consumiu cerca de R$ 1 milhão em obras.
Inspirado em expedições arqueológicas e na cultura Inca, o artista plástico Jacinsky conseguiu criar um ambiente próximo de uma gruta verdadeira. No andar de cima há um mezanino; na parte de baixo o espaço é distribuído entre a piscina com cascata, o deck ao ar livre, o bar e a pista de dança, que abriga uma passarela pronta para a realização de desfiles.
As garçonetes também entram no clima "Neanderthal" , compondo o visual que lembra a personagem Pedrita Flintstone dos desenhos animados da dupla Hanna e Barbera. Nas pick ups, lideradas pelo sócio Wagner Baulé - o DJ Guiné - e por Rogerinho, a democracia reina absoluta. Música eletrônica, pop nacional e rock internacional, rap, pagode e axé estão entre os ritmos que procuram conviver pacificamente na pista, com intenção de agradar a clientela também para lá de eclética.
End: Avenida Itaquera, 2208, Jardim Santa Maria
 

Depressão - o mal do século...

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Achei esse texto na revista Vida Simples, uma edição bem antiga que eu ainda tinha aqui, gostei:
Hoje, no mundo _ a cada duas pessoas, uma sofre de Depressão, uma doença que surgiu em meados dos anos cinqüenta. Os sintomas mais comuns são: cansaços, indisposição, irritação freqüenta, vontade de chorar sem motivo aparente, picos de alegria e tristeza que oscilam constantemente.
Esse mau passou a ser algo tão freqüente, que há é habitual ouvir o uso da expressão “To na maior deprê.” Todos os dias surgem novos medicamentos para combater o tal mau do século, mas nem todos são eficazes, pois combatem a depressão, mas acabam causando outros muitos problemas. Os tratamentos se alteram, chegando a internação do doente em clínicas psiquiátricas, em casos em que os pacientes correm riscos, pois é fato que a depressão pode causar a morte do paciente.
O fato é que o melhor tratamento para a depressão é identificar a causa e sua origem. O stress causado pelo estilo de vida da população atualmente é visto como uma das principais causa da depressão. E nesse caso: o que podemos fazer? A melhor opção, é mudar o estilo de vida e você não precisa radicalizar, basta que você se dedique a você mesma por alguns minutos do seu dia. Evitar fazer coisas que não gosta por um instante, fazer algo que faça você se sentir bem, como assistir aquele filme antigo ou ouvir aquela música que te trás boas recordações. Chorar ao se lembrar de alguém e sorrir muito por que se lembrou daquele mico que você pagou no tempo do colégio. São coisas assim que faz com que nosso organismo reage diante das situações adversas.
Meditar e fazer exercícios físicos também são indispensáveis. Cuidar da alimentação também é uma forma de evitar problemas com o mal do século. Você sabia que mastigar uma maça faz diferença?
 

Domingo e poesia...

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Gente, o meu dia está muito chato hoje. Definitivamente chato.
E faz tempo que eu não tenho tempo e justamente hoje que eu tenho um pouco de tempo, estou sem paciência para muitas coisas. Tudo bem, estou aproveitando para por ordem em antigos artigos. E olha o que eu achei:

PRISÃO

Numa noite longa e tormentosa
Em que o tempo parou sua hora
Tive minha liberdade perdida
Para jamais conhecer a aurora

Trancado numa cela fria
Não via nem poderia
Perceber o alternar da noite e dia.

Para que serve a prisão?
Isolar da sociedade o criminoso!
Pode um homem no segundo de um ato,
Transformar-se em ser tão odioso?

Para que serve a prisão?
Atribuir um mal a outro mal cometido?
Retribuir o que de errado se praticou?
Conserta-se o erro com o castigo infligido?

Para que serve a prisão?
Arrancar da alma a ilusão!
Retirar da vida o coração!
Inserir no peito o gérmen da podridão

Com o espírito apodrecido
Não pode o homem refletir
Por este ciclo, assim embrutecido,
Não haverá nunca o progredir

Mergulhado em espiral de destruição
Desligar-se-á de qualquer motivação
O espaço será só violência
Longe de si e de sua consciência

A verdadeira punição
É a que traz redenção
Nunca desintegração!
Mas o eu em construção.

Ps. Não sei de quem é, mas eu gostei.
 

Hoje é dia de Cecília...

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Metamorfose

Súbito pássaro
dentro dos muros
caído,

pálido barco
na onda serena
chegado.

Noite sem braços!
Cálido sangue
corrido.

E imensamente
o navegante
mudado.

Seus olhos densos
apenas sabem
ter sido.

Seu labio leva
um outro nome
mandado.

súbito pássaro
por altas nuvens
bebido.

Pálido barco
nas flores quietas
quebrado.

Nunca, jamais
e para sempre
perdido

o eco do corpo
no próprio vento
pregado.


A obra poética de Cecília Meireles ocupa lugar singular na história das letras brasileiras por não pertencer a nenhuma escola literária. Alta expressão da poesia feminina brasileira, inclui-se entre os grandes valores da literatura de língua portuguesa do século XX.
Cecília Meireles nasceu no Rio de Janeiro RJ em 7 de novembro de 1901. Órfã muito cedo, foi educada pala avó materna e diplomou-se professora pelo Instituto de Educação em 1917. Viajou pela Europa, Estados Unidos e Oriente e logo dedicou-se ao magistério. No exercício da profissão, participou ativamente do movimento de renovação do sistema educacional brasileiro. Fundou, em 1934, a primeira biblioteca infantil do país e, de 1936 a 1938, lecionou literatura luso-brasileira, técnica e crítica literária na universidade do então Distrito Federal. Ensinou na Universidade do Texas (1940) e colaborou na imprensa carioca, escrevendo sobre folclore, tema de sua especialidade.

Esse post faz parte da Blogagem Coletiva "Hoje é dia de Cecília" promovida por Leonor Cordeiro do blog Na dança das palavras.
 

Falando besteira...

Olha, eu até concordo que falar besteira vez ou outra é bom demais, mas tem coisas que são irritantes pra caramba. Credo.

Li outro dia na Veja: "Eu gosto de comprar tudo e qualquer coisa. Não importa se vou usar. Não consigo usar sapato alto porque calço 32 e não tenho eixo no corpo. Mesmo assim, tenho mais de quarenta pares.”

Por favor.


Ps. Antes que eu me esqueça, a frase é de Fernanda Young que tem um programa no Multishow intitulado Irritanto Fernanda Young
 

Entregue-se ao desejo.

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Isso não é uma propaganda, mas alguém já comeu aquele delicioso chocolate Talento? Eu experimentei ontem um que eles lançaram em edição limitada com frutas vermelhas e nozes e macadâmia. Que delícia. Foi presente de uma amiga e olha que eu nem gosto muito de chocolate, mas esse estava delicioso.

E a propaganda dizia: realize seus desejos.

Bem, se meus desejos fossem realizados só em comer chocolate, juro que eu passaria a fazer parte dos chocólatras. Mas...
 

Pensando.

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"Não existe isso de homem escrever com vigor e mulher escrever com fragilidade. Puta que pariu, não é assim. Isso não existe. É um erro pensar assim. Eu sou uma mulher. Faço tudo de mulher, como mulher. Mas não sou uma mulher que necessita de ajuda de um homem. Não necessito de proteção de homem nenhum. Essas mulheres frageizinhas, que fazem esse gênero, querem mesmo é explorar seus maridos. Isso entra também na questão literária. Não existe isso de homens com escrita vigorosa, enquanto as mulheres se perdem na doçura. Eu fico puta da vida com isso. Eu quero escrever com o vigor de uma mulher. Não me interessa escrever como homem."

Lya Lyft

Adorei isso, sabe?
 

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Convite

Lya Luft

Não sou a areia
onde se desenha um par de asas
ou grades diante de uma janela.
Não sou apenas a pedra que rola
nas marés do mundo,
em cada praia renascendo outra.
Sou a orelha encostada na concha
da vida, sou construção e desmoronamento,
servo e senhor, e sou
mistério

A quatro mãos escrevemos este roteiro
para o palco de meu tempo:
o meu destino e eu.
Nem sempre estamos afinados,
nem sempre nos levamos
a sério.

Lya Luft nasceu no dia 15 de setembro de 1938, em Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul. Por se tratar de cidade de colonização alemã, as crianças, em quase sua totalidade, falavam alemão, e os livros utilizados nas escolas vinham da Alemanha. Com onze anos, Lya decorava poemas de Goethe e Schiller. Posteriormente, estudou em Porto Alegre (RS), onde se formou em pedagogia e letras anglo-germânicas.

Iniciou sua vida literária nos anos 60, como tradutora de literaturas em alemão e inglês. Lya Luft já traduziu para o português mais de cem livros. Entre outros, destacam-se traduções de Virginia Wolf, Reiner Maria Rilke, Hermann Hesse, Doris Lessing, Günter Grass, Botho Strauss e Thomas Mann. Ela diz que traduzir é sua verdadeira profissão. E que faz tradução para ganhar dinheiro. Mas também porque gosta.

Conheceu Celso Pedro Luft, seu primeiro marido, quando tinha 21 anos. Ele tinha quarenta. Era irmão marista. Foi numa prova de vestibular. Achou-se ridícula quando pensou: esse é o homem da minha vida! O irmão marista tirou a batina para casar com ela em 1963. Nessa paixão, começou a escrever poesia. Os primeiros poemas foram reunidos no livro "Canções de Limiar" (1964). Tiveram três filhos: Suzana, em 1965; André, em 1966; e Eduardo, em 1969.

Em 1972 lança mais um livro de poemas, "Flauta Doce". Em 1976, escreveu alguns contos e mandou para Pedro Paulo Sena Madureira, que era editor da Nova Fronteira. Pedro Paulo respondeu dizendo que os contos eram todos “publicáveis”. Pedro Paulo, no entanto, aconselhou Lya a escrever um romance, dizendo que ela era romancista. Dois anos depois ela escreveu "As Parceiras". Em 1978 lança seu primeiro livro de contos, "Matéria do Cotidiano".

A escritora é conhecida por sua luta contra os estereótipos sociais. "Essas coisas que obrigam as pessoas a ser atletas. Hoje é quase uma imposição: a ordem é fazer sexo sem parar, o tempo todo. A ordem é não fumar, não beber. É essa loucura o dia inteiro na cabeça. Quem não for resistente acaba enlouquecendo. E a vida fica para trás. Hoje as pessoas estão sofrendo muito. Um sofrimento absolutamente desnecessário. Especialmente as mulheres que fazem plástica logo que vêem uma ruga no rosto. Plásticas de inteira inutilidade".

Essa postagem faz parte da Blogagem Abre Aspas II promovida pela autora Lunna Guedes do Blog Acqua. Não consegui colocar o selinho porque meu navegador não anda feliz comigo. Então ficou assim mesmo.
 

Poesia.

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Ai gente, não sei se ando doida, mas durante a minha viagem de trabalho andei escrevendo umas coisas, chamar de poema seria até uma ofensa, mas vou deixá-los aqui, afinal, é só um blog e um lugar para olhos estranhos com um nome.

PASSOS DESCALÇOS

Eu caminho por terras descalças
...virgens de almas e suprícios!

Não há vento em meus jazigos
As nuvens passam vez ou outra
e fogem na companhia dos pássaros
Fogem...
Levam também as fumaças de outrora
quando a alma rasgava seus lamentos
em sopros de lágrimas e saudades!

A visão perdida
calou-se diante da escuridão!
Para onde é que foi o dia?
Para onde mesmo foram todos?

Eu caminhava por terras descalças
antes do amanhecer
Pouco depois das badaladas finais do dia
Pensava ter um destino...
não tinha!
Pensava ser parte da paisagem!
Não era...
Eu não era nada...
 

Blogs.

Ok. Eu não tenho muito tempo para blogs. Nem sei ainda porque tenho um, mas o fato é que tenho e ponto (.) não é final.

Tem lido alguns blogs e alguns se mostram bem interessantes, outros são iguais revistas, você lê uma página e descobre que não há mais nada pra ler. Mas é a moda do momento. Mas eu sempre acho que moda é feito chuva, sempre passa.

Entre os blogs que eu gostei estão os seguintes: Blog do Fernando Rozano, um blog bem legal, cheio de textos que me fazem pensar. E tem o blog A vida como a vida quer que divulgou o Outubro Rosa, um projeto que tenta conscientizar as mulheres da importância da mamografia na identificação do câncer. Legal mesmo. Essa semana eu li lá um texto bem show lá: Blogueira Coristina. Outro blog que gostei de ler foi Um olh@ar diferente do Renato, ele tem fotos excelentes lá e de algo que eu amo que é o automobilismo. E tem o blog da Marcinha com textos sobre seu cotidiano. Ela as vezes some, depois volta e agora anda sumida novamente, mas tanto eu quanto ela temos um mundo real para nos ocupar.

E nos blogs tem essa coisa de blogagem coletiva que eu ainda não sei se acho legal ou não, mas vou participar de duas. Abre Aspas II e Hoje é dia de Cecília. Claro que com a ferramenta de rascunhos aqui do blogger porque final de ano pra mim é uma correria só.



Photobucket

 

Eleição em São Paulo

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Hoje vão decidir quem será o novo prefeito de São Paulo e cá entre nós, que vença o Kassab porque eu cansei dessa máfia petista sem escrúpulo. Gente, o que foi aquilo que a dona Marta e sua corja fizeram? Até a vida pessoal do Kassab foi usada na tentativa de ganhar votos. O que nós somos afinal? Idiotas hipócritas que só se preocupam com o fato de será que ele é? Alguém se lembra do filme estrelado pelo Kevin Kline?

O último debate na globo foi patético. A Marta não respondeu uma só pergunta. Só metralhou o Kassab o tempo todo. Enfim, alguém deveria ter dito a ela para ser gentil e responder ao menos uma perguntinha feita a ela.
 

Wordle

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Descobri essa ferramento nova na net e resolvi experimentar. Gostei. O meu poema até que ficou legalzinho.

 

Inquietações

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Bem, eu estou de volta.
Cheguei ontem a noite de viagem. Juro que não tive tempo de atualizar meu blog. As vezes o trabalho é tudo que eu tenho. As vezes, bem as vezes mesmo sabe? Eu não gosto de voltar pra casa. Entrar no meu apartamento, sentir aquele cheiro de coisa fechada as semanas e descobri que não tem ninguém para quem voltar e abraçar.
Agora tenho que pensar em fazer uma faxina por aqui, mas está chovendo e eu estou com muita preguiça. Ai, eu odeio chuva, acho que já devo ter dito isso por aí em algum lugar.
 

Eleições 2008

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Eu não gosto muito de falar de política, mas dessa vez está praticamente impossível. Aqui em São Paulo temos várias opções e ainda assim: está difícil. O cardápio apresenta os seguintes pratos (não vou citar nomes porque a censura anda brava por esse país afora).

- Temos a dona do partido das bolsas prometendo coisas que todos nós sabemos que não serão cumpridas. Basta olhar para o passado não muito distante e verificar que o que a senhora que há pouco tempo nos mandou relaxar e gozar nem teve seu orçamento aprovado. Mas concorre a prefeitura e tem o apoio do louco, aquele, o presidente de uma nação desmiolada. Ela apresenta em seu plano de governo várias coisas que serão feitas em parceria com o governo federal. O detalhe é que nem o próprio governo federal parece saber dessa parceria. E ela também anda alegando que o orçamento público de São Paulo é de dez milhões a mais que no tempo dela. Meu Deus. Alguém me ajude. Se com dez milhões a menos, ela fez um estrago enorme e até hoje suas contas não foram aprovadas, imagina como vai ser com dez milhões a mais.

- Temos também aquele, que foi governador e a mulher dele se envolveu com grifes. Coisa fina. Bem fina. Este também anda prometendo creches, escolas, hospitais. Impressionante como essa turma promete coisas. Na área da saúde se fossem fazer o que uma cidade como São Paulo realmente precisa para um atendimento no mínimo adequado, teríamos que ter um posto de saúde para cada dez habitantes. Viável? Claro que não.

- E temos o rapaz mau humorado que assumiu o lugar daquele que deixou a prefeitura e foi para o governo do Estado. Dizem que ele limpou a cidade. Mas a cidade continua suja. Culpa dele? Claro que não. Culpa nossa que joga lixo por aí. O visual ficou melhor, mas até onde eu soube, ele só fez cumprir a lei que sempre existiu. O que mais que ele fez? Muito barulho. E o que ele vai fazer mais? Barulho, lógico.

- E tem uma moça nova, que se apresenta como sendo diferente de todo mundo. E eu sempre tenho a impressão de que já ouvi isso antes e nada mudou. Mas ela anda se apresentando como uma forma alternativa. Promete como os outros e não poderá fazer muita coisa como os outros também não poderão fazer.

- E não posso me esquecer daquele que disse na maior cara de pau "estupra, mas não mata". Ave Maria. Esse já foi até preso. Mas foi eleito deputado federal e vai concorrer novamente. Claro que está prometendo milhões de coisas, até free way para resolver o problema do trânsito. Esse que ao meu ver já não tem mais jeito, mas enfim. Ele diz que tem. Ele diz que vai voltar com o PAS, aquele que no tempo dele diziam "agora descanse em pas".

Como eu gostaria de não ser obrigada a votar. Mas eu adorei de monte esse comercial da Justiça Eleitoral Brasileira, muito bom mesmo.

 

Meu avesso???

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Isso saiu torto, assim, sem querer sair, nem sei se foi bem assim, mas saiu e pronto.

Tenho dias de rasgos e enfartos
...quando o nó fica apertado,
E a voz rouca!
A fé diminui ou falta!
E a lágrima mais parece um cisco _ incomodo...
Que nunca saí dos olhos!
O desatino é mestre e parece disposto...
Faltam forças pelos braços e pernas
...e o cansaço aos poucos se mostra selvagem demais!

Sou eu mesmo que desmorono
...aos poucos... Aos montes,
Não encontro apoio!
Faltam alicerces nessa vida
...feita de areia que me cegam!
Feita de ventos que não me deixam enxergar!
Combinação nada grata à alma...
 

Ouvindo música.

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“E o menino com o brilho do sol na menina dos olhos,
sorri e estende a mão...”
 

Poema

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Não sei de quem é esse poema, mas estava escrevendo minha matéria sobre cartas e achei que tinha algo a ver.

Nestes meus mistérios _ vivo há muitos anos _ desde que nasci
...e de lá para cá _ passos se acumulam na paisagem!
E o que eu fui um dia _ ficou perdido em alguma prateleira!
Alguém deve ter guardado uma foto...

Ficou ali _ na sombra de meus sorrisos vagos
E no destempero de minhas lágrimas exaustas!

Perderam-se...
Você se lembra?
No começo _ era saudade intensa!
Depois _ era lembrança vaga
...praticamente esquecida!

Se algum conhecido lembrar-se de mim
...por favor, não me mande cartas,
Não chegarão até mim.
Já tive tantos endereços
Que se postagens foram feitas
Perderam-se tanto quanto eu!

Hoje _ moro no mesmo lugar que o vento...
Não me permito conhecer outro endereço!
Gosto de poder me perder pela paisagem,
...que hoje é pesada e ainda assim: me leva!

E com isso _ perdida fiquei há alguns instantes
...acredite: nunca estive aqui antes!
Foi um sopro que se parecia comigo...

Eu? Vivia em outros mundos,
E que mundos eram aqueles?
Metáforas indiferentes a outros seres
Lamentações datadas de momentos
Que não deveriam ser esquecidos...
Mas a memória (ingrata) abandonou em algum baú por aí!

E assim _ no tempo futuro,
...encontrarei uma outra vida,
A vida que escolhi depois de abandonar o passado!
E você _ mero convidado
Não me reconheceu,
...passou ali,
Bem ao meu lado!
E o que foi mesmo que você viu?

Um sorriso diferente,
...um olhar festivo!
Cativo,
Um aceno antigo
...que seguiu (novamente) com você!
Mas foi só isso...

Você ficou com a dúvida
E eu segui com a resposta!
 

Crônica. Tempo.

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O tempo agarrava-se aos braços enquanto passava por mim, pastoso e a dificultar a minha progressão… como a areia fina da praia que se agarra às pernas e não cai por si só… a chuva também não ajuda… pensei que a chuva lavava a alma como dizem… mas dizem tantas coisas e eu ouço, o que é pior!

Comigo a maior parte das coisas que dizem não resulta…
Não mesmo.

Aquele sal que se agarra às nossas costas em sítios que não conseguimos chegar ficou lá, atravessamos a ponte com o sal a provocar desconforto, não ligamos, mas sabemos que alguma coisa não está bem e tentamos ignorar… mas ele está lá, o sal nas costas e o tempo nos braços…agarrado, espesso a puxar a pele…

E o tempo? Essa estranha metáfora. O que é o tempo quando estamos caminhando com o sal nas costas? É algo de eterno. Que dura. Que grita. Que passa ou finge que passa.

Queria sorrir, mas o peso do tempo e o sal das costas não me deixa estirar esta pele gasta, farta…gretada. Por isso, estou aqui, esquecido entre um tic e um tac.
 

Mais um pensamento.

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"eu lembro-me que a estupidez é infinitamente mais interessante que a inteligência, porque a inteligência tem limites mas a estupidez não!!!"

E esse é meu mesmo.
huahuahuahuahuahuahuahuahua
 

Cartas

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Você já recebeu ou escreveu uma carta?

Será que em tempos de internet alguém ainda escreve cartas?
 

Um envelepe

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Quando as memórias de ontem secavam como pequenas gotas de suor que escorregam pelo meu corpo, recebo uma carta de uma antiga paixao…Algo demasiado perfeito para ter acontecido, era tão perfeito que quase parecia uma atitude de Deus. Estudante de arquitectura, praticante de Karate, com sentimento confuso, uma gostosa dosagem de humor. E foi assim, passou tão rápido. Ele seguiu um caminho (o dele) e eu segui outro caminho (o dele)

Pois então, chego em casa e encontro o envelope em meio a tantas contas (sempre contas). Demorei a abrir aquele envelope colorido. Falta-me o hábito de receber cartas. Acho que nunca tinha recebido uma. Nossa, que estranho. E estando eu diante desse beco, pergunto: Porquê???

Logo agora que a minha vida parece estar no caminho. Tenho me divertido. Estou fazendo coisas novas. Coisas que eu sempre quis fazer. Coisas que são coisas. Ai ai ai ai ai. Bem agora, que não procuro nada, nem respostas nem dúvidas como até pouco tempo. Aí, como é dificil…

Ficou em mim a pergunta:
Abro ou não?
 

Meu novo vizinho.

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Uma pessoa. Parece que é isso que ele é. Mas é espanhol. ok. não parece muito estrangeiro, afinal, a Espanha pra mim é logo aqui ao lado, já que nossos vizinhos (Argentina, Paraguai, Uruguai...) falam a mesma língua deles (ou quase). E a língua deles (assim como a do meu vizinho) até que eu entendo… Ou melhor nós entendemos, porque ele…

Disparou uma conversa comigo (ainda no elevador) em castelhano. E como não respondi com o mesmo sotaque (não sou espanhola e tão pouco descendente) mudou para o italiano. ok. para tudo. Também não sou italiano e além do sotaque paulista, nada sei de italiano. Nem mesmo "bom dia". Então disse que não sou italiana, em claro e sonoro português do Brasil (como encontramos na net agora).

O vizinho espanhol pouco inteligente perguntou: francesa? NÃO. (claro) Então?? Portuguesa? Ahhhhh! Chegou perto, mas NÃO. Nem chegou a indagar se eu era ou não brasileira. O que era o mais obvio. Não. São Paulo não está no Brasil. Rio de Janeiro é Brasil e a capital? Deixa pra lá. Buenos Aires fica onde mesmo? aff

Mas porque carga d’água aquela alma não reconhece o português? Afinal vivem do ladinho de Portugal e adivinha o que se fala por lá?

Divertido mesmo foi ele dizendo "no te entiendo!" urgh
 

Cuidado...

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A vida é frágil e pode ser definitiva!



Então acalme-se. O jogo ainda não está perdido. Keep Walking, por mais difícil que seja. Acredite: talvez, dentro em breve, não o seja tanto.
 

Discurso pronto.

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Lembrando Sartre, que não tinha princípios, era desonesto intelectualmente, mas também era um escritor de estilo maravilhoso e frasista extraordinário:

"Não importa o que a vida fez de um homem.
Importa o que ele fez daquilo que a vida fez dele".
 

Poema. Discurso

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Um dos aspectos relacionados à metapoesia em Cecília diz respeito à imagem do eu-lírico enquanto poeta. A preocupação quanto ao sentido do ser poeta é evidenciada no poema Discurso:

E aqui estou, cantando.
Um poeta é sempre irmão do vento e da água:
deixa seu ritmo por onde passa.
Venho de longe e vou para longe:
mas procurei pelo chão os sinais do meu caminho
e não vi nada, porque as ervas cresceram e as serpentes andaram.

Também procurei no céu a indicação de uma trajetória,
mas houve sempre muitas nuvens.
E suicidaram-se os operários de Babel.

Pois aqui estou, cantando.
Se eu nem sei onde estou,
como posso esperar que algum ouvido me escute?

Ah! se eu nem sei quem sou,
Como posso esperar que venha alguém gostar de mim?

Neste poema, a idéia do instante verificada em Motivo é retomada através de imagens que traduzem a transitoriedade, como vento e água, e marcas textuais que denotam o instante espaço-temporal presente - E aqui estou -, como se observa nas duas primeiras estrofes. Percebe-se a constatação de um eu que se assume como poeta no verbo cantar e na referência à figura do escritor, também colocado como algo fugidio.

As duas estrofes seguintes relatam a busca incessante, por parte do eu-lírico, do sentido do canto, expresso inclusive pelo termo discurso, que intitula o poema. O poeta aparece aqui como um andarilho, e sua busca fracassa justamente em virtude da constante mudança das coisas:

Venho de longe e vou para longe:
mas procurei pelo chão os sinais do meu caminho
e não vi nada, porque as ervas cresceram e as serpentes andaram.
Também procurei no céu a indicação de uma trajetória,
mas houve sempre muitas nuvens.
E suicidaram-se os operários de Babel.

Nota-se que o eu-lírico buscou, no chão e no céu, os sinais de sua trajetória. A conjunção mas demonstra uma frustração do ser poético, quando se depara com a falta de clareza - metaforizada pelas nuvens -, ou com serpentes e ervas que lhe cobriram o caminho, simbolizando a efemeridade das coisas. No último verso, é explicitada a angústia do não-entendimento, presente na imagem do suicídio dos operários de Babel.

O instante espaço-temporal é novamente explorado na estrofe seguinte. O eu-lírico enfatiza a insistência de seu cantar:

Pois aqui estou, cantando.
Se eu nem sei onde estou,
como posso esperar que algum ouvido me escute?
Ah! se eu nem sei quem sou,

Como posso esperar que venha alguém gostar de mim?

Observa-se, nas duas últimas estrofes, um ser poético sem rumo, em conflito pela incompreensão do sentido da vida, ou da própria arte. Além da busca ontológica, vê-se a temática da recepção da obra de arte pelo público, expressa pela preocupação com algum ouvido que o escute ou com alguém que goste dele.

A reflexão sobre a obra de arte e seu público é encontrada também em Herança, poema que pensa a figura do poeta, bem como sua permanência na posteridade:

Eu vim de infinitos caminhos,
e os meus sonhos choveram lúcido pranto pelo chão.
Quando é que frutifica, nos caminhos infinitos,
essa vida, que era tão viva, tão fecunda,
porque vinha de um coração?

E os que vierem depois, pelos caminhos infinitos,
do pranto que caiu dos meus olhos passados,
que experiência, ou consolo, ou prêmio alcançarão?

A herança refere-se tanto à preocupação em permanecer, por meio da obra, no futuro, quanto à influência advinda dos estilos passados, sobretudo do Simbolismo, que marcou de forma inegável a produção ceciliana. Tal influência pode ser mais claramente percebida na primeira estrofe, em que o eu-lírico mostra o lado cósmico de sua poesia, na imagem dos infinitos caminhos. Há também uma reflexão sobre a linguagem - poesia - no lúcido pranto decorrente dos sonhos, quando o eu-lírico pensa o processo de criação artística.

Nota-se que, apesar de ter sua origem nos sonhos, o pranto é lúcido e se espalha pelo chão, remetendo à transcendência simbolista acrescida de traços modernistas. A questão do surgimento da obra será explorada na estrofe seguinte, na qual é reiterada a indagação referente ao fazer poético, ao abordar a inspiração, aqui associada ao sentimento - coração.

A última estrofe enfoca diretamente a temática da influência da obra de arte sobre as gerações futuras. Nesse momento, o eu-lírico trabalha a herança a ser deixada por ele. Ao se referir a experiência, consolo ou prêmio, o eu pensa os diferentes olhares lançados sobre a obra de arte:

E os que vierem depois, pelos caminhos infinitos,
do pranto que caiu dos meus olhos passados,
que experiência, ou consolo, ou prêmio alcançarão?

Enfim, a preocupação com o fazer poético nas poesias aqui estudadas cultiva uma reflexão, uma atitude de questionamento e a tentativa de compreender o mundo, através da efemeridade do tempo, da transitoriedade da vida. A poesia de Cecília Meireles, em Viagem, caminha para a fusão da vida e poesia/natureza e poeta, com um caráter fluido e etéreo, que confirma a sua inclinação neo-simbolista.

Não sei, estou em dúvida com isso. Alguém me ajude, é preciso mesmo analisar cada verso de uma poesia? Não basta ler e sentir? Sei lá, ou algo assim? O curso continua.
 

Viagem

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Estou a ler o livro Viagem da Cecília Meireles, efeitos obvios do tal curso. Estou gostando. Ontem analisamos um poema. Nunca tinha feito isso antes. Sei que poemas são verdadeiros cálculos matemáticos, com regras e tudo mais, mas analisar como se fosse uma pessoa é a primeira vez e até é interessante.

Viagem, apresenta poemas que refletem sobre o fazer poético, em indagações ainda encontradas em livros posteriores. Utilizando-se de jogos de palavras, metáforas, sinestesias, dentre outras figuras de linguagem, o eu-lírico investiga o processo de criação literária. Tal questão é tematizada em várias poesias, como se verifica no poema Motivo:

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.

Na primeira estrofe, a preocupação com a fugacidade do tempo é evidenciada, como se observa nos dois primeiros versos, com a valorização do instante, que surge como justificativa do cantar que lhe preenche a vida. Ao afirmar não ser alegre nem triste, mas poeta, o eu-lírico defende o distanciamento entre o sentir e o cantar, à semelhança do fingimento pessoano.

A segunda estrofe reitera a efemeridade e a inconstância do viver. O eu-lírico coloca-se como irmão das coisas fugidias, e essa inconstância é confirmada pela imagem do vento.

Na estrofe seguinte, à imagem da inconstância segue-se a da dúvida, expressa pela repetição da conjunção alternativa, bem como da condicional. O ou e o se que denotam a indefinição que vitima o sujeito lírico são intensificados pelo não sei que se repete de forma exaustiva, marcando a interrogação do eu diante da vida. Observe-se ainda que as inquietações do eu-lírico sugerem uma reflexão sobre o papel da poesia e sobre a recepção da obra de arte pelo público:

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

A última estrofe retoma a imagem do cantar, aqui visto como um estado de plenitude. A arte teria o poder de retratar o instante e, ao mesmo tempo, de eternizá-lo. O eu-lírico associa diferentes aspectos da criação literária, como a eternidade e a liberdade, nas imagens do sangue eterno e da asa ritmada:

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.

Os dois últimos versos confirmam a importância do canto, na medida em que mostram um eu que tem na poesia sua razão de viver. A mudez a que o eu-lírico se refere opõe-se ao canto poético, e o nada que fecha o poema contrasta com o tudo, relativo ao cantar.

Nota-se, portanto, que o fazer poético representa a totalidade, restando somente o vazio quando não houver mais arte.
 

Cecília Meireles

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Ontem a noite teve inicio um curso sobre Literatura do qual estou participando. Achei bastante interessante, principalmente a proposta. Eu estudei literatura no colégio e depois um pouco na faculdade. Mas foi algo totalmente alheio. Sabe? Então senti que precisava estudar um pouco mais esse assunto pra entender alguma coisa. Leio muita poesia, mas faltava algo e esse curso pareceu ser interessante.

A discussão dessa semana é sobre Cecília Meireles, li alguma coisa dela no colégio e alguns poemas mais aqui na net mesmo. Mas não sou uma conhecedora dessa poeta (que não gostava de ser chamada de poetiza).

das montanhas dos instantes
desmancha todos os mares
e une as terras mais distantes.
(Cecília Meireles)

E lá vem a apostila:
Cecília Benevides de Carvalho Meireles (1901-1964) é a primeira grande escritora da literatura brasileira e a principal voz feminina de nossa poesia moderna. Sua obra privilegia a riqueza do léxico, numa linguagem que explora os símbolos e as imagens sugestivas, sobretudo os de forte apelo sensorial, enveredando inclusive pela musicalidade.

Ela nunca esteve filiada a nenhum movimento literário. Sua poesia, de modo geral, filia-se às tradições luso-brasileiras. Apesar disso, suas publicações iniciais - Espectros (1919), Nunca mais... e poemas dos poemas (1923) e Baladas para El-Rei (1925) - evidenciam certa inclinação para o Simbolismo. Essa tendência é confirmada pela participação da autora na revista carioca Festa, órgão literário de orientação espiritualista que defendia o universalismo e a preservação de certos valores tradicionais da poesia. Mário de Andrade enfatiza a sua qualidade artística, mostrando-nos a grande importância dessa poeta em nossa literatura:

"Ela é desses artistas que tiram seu ouro onde o encontram, escolhendo por si, com rara independência. E seria este o maior traço de sua personalidade, o ecletismo, se ainda não fosse maior o misterioso acerto, dom raro com que ela se conserva sempre dentro da mais íntima e verdadeira poesia".

A escritora foi uma das mais habilidosas, apresentando cuidadosa seleção vocabular. Cultivou uma poesia reflexiva, de fundo filosófico, que abordou, dentre outros, temas como a transitoriedade da vida, a efemeridade do tempo, o amor, o infinito, a natureza, a criação artística. Além disso, a freqüência com que os elementos como o vento, a água, o mar, o ar, o tempo, o espaço, a solidão e a música aparecem em sua poesia dá a ela um caráter fluido e etéreo, que confirmam a inclinação neo-simbolista. A atitude de questionamento e a tentativa de compreender o mundo revelam uma postura intuitiva, realizada a partir das próprias experiências, como se percebe em comentário feito pela poeta:
"Nasci aqui mesmo no Rio de Janeiro, três meses depois da morte de meu pai, e perdi minha mãe antes dos três anos. Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram muitos contratempos materiais, mas, ao mesmo tempo, me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a Morte que docemente aprendi essas relações entre o Efêmero e o Eterno".

Eu achei um poema dela que eu gosto muito:

Retrato


Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.


Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.


Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
— Em que espelho ficou perdida
a minha face?
 

Teorema 2008

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Hoje eu fui assistir a apresentação do grupo Nave lá na Vila Madalena, trabalho bastante interessante que eu recomendo. Gosto de visualizar poesias através do corpo humano, tudo fica muito lúdico. Mas é claro que depois disso fui para um barzinho por lá mesmo para curtir a noite, beber uma cerva geladinha e jogar conversa fora. Bom demais, não é? As vezes eu adoro viver em São Paulo, mas só as vezes mesmo, na maioria do tempo essa cidade me deixa cansada.

Corporalidades – foco investigativo no corpo
Propositor - Joubert Arrais
Artistas - Andréia Nhur :: Janice Vieira :: Duto Santana :: Thalita
Mesquita :: Sandra Corradini
Curadoria: Fabiana D. Britto :: Realização: Estúdio Nave

Ingressos: R$10,00 e R$5,00
Estúdio Nave: R. Luis Anhaia, 47
(travessa da Wisard, paralela a Mourato Coelho).
V. Madalena - S. Paulo/ SP Tel. (11) 3032 3497 -
teorema@ estudionave.com - http://www.estudionave.com/
 

Traçando linhas.

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As primeiras linhas de uma matéria.
Todas as profissões têm sua visão do que é felicidade. Certo?
Tenho um amigo que é economista e que diz que "felicidade pra ele é ganhar 20.000 dólares por ano, nem um centava a mais, nem um centavo a menos".

Para os monges budistas (atuais prisioneiros da loucura chinesa)felicidade é desapego. Enquanto para os famosos autores de livros de auto-ajuda (aqui incluímos o chato do Paulo Coelho) definem felicidade como "estar bem consigo mesmo", "fazer o que se gosta", "ter coragem de sonhar alto" e um outro monte de blá blá blá. É blá blá blá que não acaba mais.

Para mim, o conceito de felicidade é um pouco de tudo isso. Eu encontrei nos livros de Edward De Bono, Mihaly Csikszentmihalyi e de outros nessa mesma linha que a felicidade é uma coisa de momento, onde reunimos de tudo um pouco. É claro que eu não preciso de vinte milhões de Dólares ou Euros por ano e também não conseguirei me desapegar das coisas que gosto e amo. Desejo muitas coisas, ambiciono milhares de outras coisas e vivo um dia por vez. Não faço loucuras, mas busco a felicidade em todas as coisas que faço.

O fato é que felicidade é algo que se constrói a cada dia, a cada momento. Não pode acreditar que será feliz se nada fizer ou se mergulhar de cabeça em algo que você descobriu que deseja agora. Imagine acordar numa bela manhã e pensar: "quero ser presidente do Brasil".

O primeiro passo é definir corretamente o tamanho de seu sonho, o tamanho de sua ambição. Essa história de que tudo é possível se você somente almejar alto é na verdade uma grande ilusão. Todos nós temos limitações e devemos sonhar de acordo com elas ou pelo menos trabalhar para que nossas limitações desapareçam.
 

A felicidade é possível?

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"Eu fiz uma descoberta estranha. Toda vez que converso com um sábio tenho a certeza de que a felicidade não é possível. Já quando converso com o meu jardineiro, fico convencido do contrário".
Bertrand Russell, filósofo, matemático e escritor (1872 – 1970)

O Tema desse post é o tema para uma matéria que fui convidada a escrever. Claro que aceitei. Agora tenho 15 dias para entregar algo que responda a essa pergunta. Assim que vi o tema, lembrei de Bertrand Russell (um dos escritores que ficam na cabeceira da minha cama e praticamente dormem comigo) huahuahuahuahauahuahuahua - isso é sério gente. Adoro ler antes de dormir - não vejo televisão como fazem a maioria dos mortais. Eu até curto tv - mas últimamente ando deixando-a mais tempo desligada e ando muito mais feliz...

Então, voltando a matéria, me diz você: a felicidade é possível?
 

Lendo um pouco pra variar...

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O dia hoje foi cansativo e longo, cheguei em casa depois de enfrentar um trânsito desumano. Nessas horas eu não gosto de São Paulo. Então tomei um banho, preparei uma daquelas sopas de copos (que são horríveis, mas enganam) e agora estou aqui tentando ler alguns blogs e minha correspondência (ah! em tempos de eleição, claro, o correio segue em greve, mas ainda bem que e-mails ainda não inventaram um formato de greve. Cala-te boca, nesse país tudo é possível. "Ainda estou azeda". Mas um dia sei que passa).
Um pouco de poesia para deixar a noite mais calma.

as coisas estão pretas

uma chuva de estrelas
deixa no papel
esta poça de letras

***

Hoje à noite
Até as estrelas
Cheiram a flor de laranjeira

***

a estrela cadente
me caiu ainda quente
na palma da mão

***

Haicais de Paulo Leminski (1944-1989)
 

Paisagem lá de casa...

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Sucata de alma vendida pelo peso do corpo
Não há janelas abertas
Há apenas o olhar grudado no vidro
Desiludido
a espreitar o que não lhe pertence.
 

Novidades!!!

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O primeiro selo a gente nunca esquece...

O Luciano Fabre do blog Tudo ou Nada, que aliás é um excelente blog e eu estou sempre por lá me presenteou com o selinho abaixo - adorei Luciano... Beijusssssssssssssssssssssss.
 

Que droga...

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E vivo me pergutando, quando é que esse país vai ser sério? Porque sinceramente, já passou do tempo de começar a ser sério. Nada acontece e a gente também não faz nada...

Faz quanto tempo mesmo que os escandalos se acumulam? É mensalão, dinheiro na cueca, desvio de verbas, favorecimentos para determinadas empresas, cujo filho tem as costas quentes em Brasília.

Só sei que meu estomâgo anda embrulhado. O escandalo do momento é a tal da investigação Satiagraha ( a Polícia Federal e seus nomes simpáticos).

Os tais delegados foram afastados e com as desculpas mais estranhas possíveis. O tal do Daniel liga para Brasília e diz que vai falar se ficar preso e não é que soltaram o moço, prenderam de novo e novamente foi solto e ainda acharam desagradável o fato dessa gente ter sido algemada. Engraçado. Por muito menos eu já vi pessoas de bem com as mãos "grampeadas".

Eu nem sei quanto a você, mas o meu estômago está péssimo - então é melhor eu parar de "vomitar azedo" e polpar vocês desse meu mal estar. Será que um dia isso muda?
 

O feminino da poesia...

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Aqui está minha vida.
Esta areia tão clara com desenhos de andar
dedicados ao vento.(...)
_________________________________________

Você sabia, por exemplo, que durante anos as mulheres não podiam escrever? Mas não era porque elas não desejavam e sim porque não era permitido que aprendessem. Sendo assim, não havia como expressar a sua sensibilidade através das palavras.

A história dá um passo importante quando algumas mulheres começam a aprender às escondidas a ler e escrever. Elas passam a escrever em folhas que se perdem em meio as peças intimas. Onde ninguém jamais ousaria mexer. Contudo, não há como dizer precisamente quando surgiu o primeiro poema escrito por uma mulher. Mas pode se dizer que em determinado momento foi-se obrigado a aceitar que as mulheres escreviam poesias...

Contudo, veio a questão: ninguém iria aceitar que as mulheres escreviam tão bem ou até melhor que os homens. De forma alguma... Isso não era aceitável para uma sociedade machista. Havia uma tácita convenção, de acordo com as autoras, segundo a qual a criação literária de alto nível, dádiva concedida apenas ao homem, era inacessível ao "espírito frágil" da mulher.

Escrever e pensar eram, por definição, atividades prejudiciais à expressão da "feminilidade". Não havia espaço para a mulher na literatura "séria". À mulher era reservada a produção de efemérides, cartas, diários íntimos, quando muito uma novela romântica bem comportada ou uma tíbia coletânea de poemas sentimentais.

"Das mulheres se esperava que fossem "femininas", isto é, sorridentes, simpáticas, atenciosas, submissas, discretas, contidas ou até mesmo apagadas", diz Pierre Bourdieu referindo-se a uma situação que só no início do séc. XX começou a mudar - quando as escritoras e poetas ousaram quebrar amarras e "falar abertamente do que sabem melhor que ninguém: a condição feminina, os anseios e temores da mulher". Mas ainda hoje é difícil à mulher ocupar espaços para expressar essa condição

Existe outra solidão, uma que nos é própria. É aquela imensa e insondável, que resulta de haver nascido num mundo alheio, num mundo projetado para outros que não os de nossa espécie. Não importa tua classe e tua raça: nasceste castigada. Percorrerá a terra como a perene exilada, como a última deserdada, por habitar um espaço já apropriado por outros.

Muitas mulheres sofreram com tal padrão social: Emily Dickinson teve sua poesia denominada como estranha e não encontrou espaço porque não escrevia de acordo com as convenções. Ela ousou ser diferente. Falava de seus temores e sentimentos controversos, descrevia o medo do amor não correspondido e deixava em seus versos a insatisfação com para com seus desejos, os quais, de forma ousada, ela comparava as estações do ano. Inaceitável.

Aqui começo a explicar a diferença existente entre Poeta e Poetisa.
"Mulher que faz poesias", na definição de alguns dos dicionários em contraposição a "poeta" "aquele (e nunca aquela) que tem o dom da poesia", "que se consagra à poesia", "que tem inspiração poética", entre outras acepções terminológicas.

O deslizamento semântico que ocorreu na língua portuguêsa com a forma marcada (feminina) do vocábulo "poeta" também ocorreu no inglês: poet e poetess são palavras que não denotam o mesmo juízo de valor em relação ao ser humano de um ou de outro gênero que cultiva a poesia como forma de expressão artística. A palavra precisou ser criada em ambos os casos apenas para que fosse observada e mantida a distinta diferença, ou seja, o homem faz o belo e a mulher faz o que pode.

Há uma sensível diferença de apreciação entre essas definições. Jorge de Sena, um dos principais tradutores de Emily Dickinson em Portugal com o qual tenho contato devido a minha paixão pela poeta norte americana reparte comigo esta opinião: acha-a "tão original e tão grande, que melhor convém chamar-lhe poeta".

Aqui no Brasil, Cecília Meirelles nunca aceitou o feminino de Poeta, e dizia com convicção: "Não há o que diferenciar, somos todos poetas, a poesia não pede definição de sexo. Pede apenas a sensibilidade do sentir e a liberdade do expressar! Logo, sou Poeta."
E você, o que pensa?

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* Emily Dickinson – poeta norte americana que escreveu 1775 poemas em vida e transformou-se em um mito, hoje fala-se mais de seus mistérios que de suas poesias, obras riquíssimas que contribuíram e muito para com a literatura norte-americana e quiçá mundial.
 

Gostaria de ter asas...

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"Sobre as asas do tempo, a tristeza vai-se embora".
Jean de la Fontaine
 

Suspirando saudades!

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Uma lua confortávelmente instalada em nuvens, se desnuda na prosa dessa escritora.


A arte de ser feliz
Cecília Meireles


Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.


Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.


Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Ás vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz.


Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
 

Dia da preguiça?

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Bem, depois de um longo fim de semana, cá estou novamente. Quero começar agradecendo a todos que visitaram esse meu cantinho _ vocês são muito especiais! E olha que eu nem esperava receber visitas tão cedo. Mas estou gostando porque estou descobrindo muitos lugares legais.


Enfim, o dia na metrópole paulistana amanheceu preguiçoso e gostoso. Saí para caminhar e percorrer as ruas. Tem dia que eu fico cheia de preguiça e nem penso em caminhar. Não mesmo. E tem dia que eu acorde cheia de gás e saí para dar uns passos. Hoje foi o dia...
Eu não gosto de frio, não sei se já disse isso, mas acho que sim. Gosto mesmo é de sol quente, pouca roupa e banho frio. Adoro banho frio.


Antes que eu me esqueça, olha só o que eu encontrei no meio de uns papéis antigos, um poema que eu escrevi quando tinha uns doze ou treze anos. Não é um POEMA, na verdade é um rabisco que na minha  loucura infinita chamo de poema, mas dêem um desconto, nessa idade eu era maluca e jurava que iria ser poeta. Se bem que eu acho que hoje sou mais louca ainda, afinal estou publicando esse rabisco aqui. huahuahuahuahuahua.

MEIA NOITE

Do lado de fora desta janela
...uma ciência se desfazendo!
A noite e sua magia...
Feita de horas silenciosas
Que seguem se perdendo
Junto com o orvalho sereno!

A lua em sua solidão mais perfeita
...assiste enamorada _ o repouso da madrugada!
Arrasta sua luz mais bela até minha janela
...inundando-me com uma saudade intensa!
Regada de lembranças serenas
...beijos e abraços guardados em minha alma!
E pelo sonho que nesta noite não vem!
Onde andarás você?

 

Cinema. Carrie e cia...

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Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda ainda dão muito o que falar, vocês não acham?

Ontem fui ao cinema (não tinha mais nada para fazer, então, liguei para a Dê (Denise) e lá fomos nós assistir ao mais badalado filme do momento "Sex and the City" pelo menos entre as mulheres.



Minha amiga confessou que, para ela, o seriado já não tinha mais graça e quase nem assistia na última temporada. Claro. Eu confesso sempre. Assistia sim e vivo a procura de um Mr. Big.



Segundo os críticos de cinema, o filme trazia apenas uma simple trama de encontros e desencontros, os mesmos que ocorriam no seriado. Claro, não quiseram correr riscos, afinal, todo mundo diz que em time que está ganhando não se mexe.



Então, foi assim, quatro anos depois (ao menos demorou menos que o Arquivo X que até agora só se houve boatos, mas há quem acredita mesmo que o filme será lançado em Julho, eu pago pra ver).



Os críticos também fizeram objeções ao fato das quatro amigas parecem mais consumistas do que nunca, e de o filme endeusar "moda" e "marcas". Eu até concordo com isso, mas vamos ser sinceras: mulher, roupas, sapatos, maquiagem. Isso é um universo inteiro, não há como não abordar o assunto. Cada vez que eu vou as compras é uma luta escolher apenas um sapato (até hoje não consegui) tenho sapato que eu só usei uma vez e já nem lembro porque comprei, mas está lá, até quando eu não sei.


Bem, eu sai da sala do cinema achando que não seria má idéia revirarmos nossos próprios guarda-roupas em busca de novas combinações e um novo visual. É claro que não vou radicalizar, mas qualquer acessório que ajude a tornar nosso o dia-a-dia no trabalho mais divertido e um pouco mais colorido, pra mim é válido, definitivamente.



Pelo menos nesse aspecto o conceito "Sex and the City" continua moderno e relevante e o filme agrada sim e muito, será que vai ter mais?
 

Crônica. E se resolverem acabar com tudo?

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Já pensou se o mundo resolve simplesmente desabar. Sem aviso algum. Simplesmente desaba e tudo acaba. Justo hoje. Então você, que está feliz e tem a vida como sempre sonhou ter, vai pensar, porque não amanhã? Porque justamente hoje?

As flores que você comprou logo cedo para aquela pessoa amada nunca serão entregues. O carro novo que você iria buscar lá na concecionária nunca será testado por você. O jardim que você jurou que iria começar a cuidar. Não vai dar tempo, então você vai pensar, porque eu deixei para amanhã?

Então, eu acordo pensativa e digo logo para mim, vou por logo a roupa no varal, a comida no fogo, o gato pra fora. Vou ler as primeiras páginas rapidamente. Engolir um gole de café ainda quente. Comer com vontade aquele pãozinho quente com manteiga derretendo nele. Vou pregar uma bela peça no tempo e serei, muito, mais muito mais rápida que ele. É isso. Vou ousar nos meus passos, gastar aquele maldito dinheiro que passei anos juntando para algo que eu nem mais me lembro pra que era...

Vou ligar para aquele homem lindo, grisalho, sorriso de orelha a orelha. Vou ao cinema assistir um romance barato que na certa vai me fazer chorar. Ligarei para todos os amigos, combinarei um jantar e passarei a tarde toda na cozinha (o melhor lugar do mundo) - dane-se o trabalho, estou com febre. Meu corpo queima, arde ao lembrar de tantas coisas que eu não fiz porque não tinha tempo. Tempo? Esse monstro insano reinando sobre seus ponteiros.

Quer saber, eu vou cultivar um lance, ainda que seja num estalo, num susto, ao som de Nat King Cole que irá dizer no final da noite When I fall in love/It will be forever/Or I'll never fall in love e eu vou chorar por saber que estou em teus braços, finalmente, depois de tanta fuga. Vou querer tropeçar em muitos beijos, rasgar a roupa, a pele, a alma. Me virar no avesso e ser assim, sem medidas cautelosas...

E mesmo que aconteça um engasgue, um medo infantil, que o meu corpo trema numa dança desengonçada, sem graça, imatura. Não quero ser interrompida. Quero ser roteiro de filme meloso, com direito a um despertar lento e desajustado, daqueles que você pensa estar em qualquer lugar, menos onde realmente está. Quero me ver feliz pela surpresa, pela taça de vinho onde sobram gotas que você busca com vontade... Tudo isso é urgência - de segundos - que seja...

Eu não vou mais esperar sentada, vai que de repente o mundo desperta zangado e tudo a minha volta, se acabe. Sem fórmulas, receitas, telegramas, mensagens de e-mails ou posts chatos em blogs sem sentido algum.

Não vou esperar não ter mais tempo para viver.
 

Entre lenços de papéis.

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Os meus últimos dias foram de cama e muitos lenços de papéis.

Essa loucura toda de esquenta e esfria de uma hora para outra me deixou pálida, sem apetite, com o nariz enorme, uma febre desconcertante e uma enorme dor no corpo. Resultado? Dias de cama... Tomei várias vitaminas e uma injeção. Odeio coisas me espetando. E claro, renovei meu estoque de lenço de papéis.
Estou com saudades de dias assim, iguais ao da foto, céu azul (eu odeio esse céu cinza lá de fora) sol quente na janela (odeio quilos de roupa, passo a maior parte do tempo tremendo). Por Deus, quando esse frio vai embora. Meus dedos estão gelados que só. Credo.
Bem, mas ao menos hoje estou conseguindo escrever alguma coisa.
O legal é que eu descobri que tem pessoas muito legais aparecendo aqui. Pronto. Já estou fascinada pelos blogs. Descobri o blog do Fernando Rozano e sempre que vou lá leio algo que encanta. E olha que eu descobri assim, meio que por acaso mesmo.
 

Sou mortal.

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1 - Choro quando estou triste e passo meus dias na espera. Eu quero encontrar alguém pra preencher os espaços em branco, entende?

2- Faço preces diáriamente na tentativa de expulsar alguns demônios que insistem em habitar do lado de dentro de mim.

3 - Não creio em que diz que não tem sonhos, porque pra mim, sonhos são a única forma de verdade que carrego comigo.

4 - Acho razoável errar, pelo menos alguém está tentando, já é alguma coisa, melhor que ficar parado, feito relógio quebrado esperando as coisas acontecerem.

5 - Acho insuportável pessoas que vivem sempre de bom humor, com aquele sorriso idiota no meio da cara.

6 - Odeio levantar cedo e não gosto de frio. Prefiro um belo dia de sol quente, de preferência depois das dez.

7 - Adoro telefone, pra mim foi a melhor (ou uma das) melhores invenções da humanidade. Como seria infeliz sem.

8 - Amo muito ouvir músicas altas.

9 - Não falo mais com meus pais, eles queriam que eu fosse dentista. Juntaram dinheiro a vida toda para eu ir para a faculdade e ter um consultório. Sonhava ser jornalista. Fui trabalhar, paguei minha faculdade. Sou feliz. Meus pais dizem que eu acabei com o sonho deles.

10 - Adoro curtir a noite com os amigos. Barzinhos com muita fumaça, copos vazios. Tudo no seu devido limite.

Simples, eu sou mortal, percebem?
 

Acender a vela.

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E hoje fiquei no escuro. Sério mesmo. Nada de luz e nada de sair de casa porque o elevador estava parado e só aqui entre nós, descer os onze andares de escada
não era o problema. O problema era subir, mas fiquei espiando pela janela do apartamento as minhas lembranças.


Eu morei no interior durante um bom tempo da minha enorme vida. Bem perto do fim do mundo e totalmente longe de tudo. Mas era um lugar gostoso, não posso negar. Cidade pequena. Ruas pequenas. Escolas pequenas. Classes pequenas... Na minha rua, todo mundo trabalhava ou quase todo mundo, porque as crianças estudavam. Eu estudei a tarde até a quarta-série. Os pais trabalhavam na maior empresa da cidade. As mães se dividam em dois grupos, as que davam aulas e as que eram donas de casa. O dia era uma correria só. Lembro que eu levantava as oito horas da manhã. Assistia o Bambalalão (alguém aí se lembra desse programa? Passava na Cultura, tinha o palhaço Tic Tac, a Silvana (que não era magra com as apresentadores de hoje e nem era loira como passou a ser moda depois da Meneguel e a Gigi, mas eu gostava mesmo era do macaco Chiquinho e do sapo Agapito).

Continuando.
As 12 horas eu estava na escola, de onde saia as 18 horas, como a maioria das crianças da minha rua, que ficava na Vila Juliana. Uma vila enorme que era composta de duas ruas. Quando chegava em casa, tomava banho, esperava um pouco e era hora do jantar. Meu pai chegava exausto e sempre brigava com minha "querida irmã" que estava sempre ao telefone (ela adorava telefone, mas descobri que isso era coisa de adolescente mesmo, ninguém quer saber como eu descobri, certo?).
Certo dia, acabou a luz. Houve um problema e foi bem no horário da novela das oito. A rua ficava deserta, porque todos ficavam em frente da televisão. Acho que ainda hoje é assim. Mas não naquele dia. Todos nós fomos para a rua. As mulheres reclamavam de não estar vendo o capítulo da novela e os homens fingiam estar felizes por perder o capítulo da novela. Enquanto as crianças brincavam de pique esconde. Foi um dos melhores dias da minha. Isso sem contar que minha irmã passou a ser muito legal comigo. Eu a peguei num beijaço com um garoto da rua, como eu disse as outras meninas "tinha língua, saliva e tudo mais".

Engraçado, a gente detestou quando a luz voltou! huahuahuahuahua
 

Enfim...

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Estou em casa novamente!

Foto de Curitiba feito pelo Éder depois do show


Enfim, dei bom dia, respirei fundo e invadi este meu velho cenário. É isto, estou em casa novamente - eu sei, eram para ser apenas três dias, mas a (excelente) companhia do Eder e do Gaúcho me fizeram bem e eu fiquei um pouquinho mais...



E olha que ontem eu estava super chata, mas eles já sabem que eu sou assim mesmo, então me levaram para tomar um porre. Eu não faço isso sempre, mas tem dia que a vida simplesmente no pede pra fazer isso. Ontem foi o dia. Eu não bebi tanto assim, mas fiquei alegre e feliz por algum tempo.

Mas percebi que tomar um porre e viajar no dia seguinte é uma droga. Imagina só, passei mal a viagem inteira. A felicidade durou pouco.

Hoje é domingo. Grande coisa. Eu odeio domingos porque sabe o que significa o domingo? Significa que amanhã é segunda-feira. Vem cá, alguém nessa terra consegue gostar das segundas-feiras? E pra piorar, aqui em casa está tudo uma bagunça só (argh)


Foto do meu quarto - feita por mim



Bem, agora eu vou simplesmente me afogar em papéis para escrever a matéria que eu tenho três dias de prazo para entregar e como de costume, claro, vou me entupir de café.


Bom domingo para quem gosta de domingo, boa semana para quem acha que a semana começa hoje e vou-me embora, antes que alguém diga que chatice é contagiosa.
 

Encontro.

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O Eder saiu, foi fazer umas fotos e eu fiquei aqui. Não estou diposta. Não quero sair. Estou naqueles dias (mulheres atenção) em que só quero ficar deitada, esquecida, quieta, calada, muda e ausent do resto do universo.

Passei a manhã revirando folhas e acabei encontrando um poema que eu adorei, mas que me deixou com vontade de ter um gato pra abraçar e beijar. Acho que eu estou carente. Deve ser culpa da data, afinal, ontem foi dia dos namorados.


Eu te amo, meu amor.

Quando chegas devagar e me olhas com carinho
Sei exatamente o que você quer me dizer.
Sabe utilizar suas armas, tornando-se irresistível!
Deixando-me mais consciente de todo seu poder.

Sorri com seu jeito envolvente
Tomando-me nos braços, me propondo uma dança.
E no espaço ínfimo de nossos corpos
Sinto o calor que me alcança

Passeia livremente suas mãos em meus cabelos
Hora desliza suavemente, hora segura firme.
Traduzindo com seus gestos
Todo desejo que o seu corpo anuncia.

E no ritmo desta música, que vibra apenas em nossos corações,
Provocas-me com o entrelaçar de suas coxas,
Com promessas murmuradas em meu ouvido,
Antecipando as horas que virão.

E na complexidade desta hora
Tudo pára, perdemos a noção do tempo
Palavras ficam sem sentidos, para explicar esta agitação
Deixamos nossos corpos falar palavras conhecidas.

Porquê as palavras perdem os sentidos,
Quando tudo já foi dito.
Mais o corpo sempre encontra uma nova razão
Para explicar a profundidade desta emoção

Sem saber se passou minutos ou horas,
Perco-me sem vontade de me encontrar
Pois qual é o relógio capaz de medir tal momento
Esta complexidade, esta harmonia que agora vivemos.

Nesta quietude sinto-me volátil
Envolvo-me totalmente em seus braços
E quase adormecida no silêncio de nosso quarto
Escuto sua voz murmurante, dizendo-me com carinho:
Eu te amo meu amor.

E eu aqui, sigo em compasso de espera e já começo a perguntar, quando essa espera pretende acabar? Ai ai ai ai ai.
 

Hoje é dia.

Dos namorados.



Achei essa imagem aqui e achei uma graçinha e por fim achei também o poema abaixo no meio da uma agenda antiga que levo sempre comigo por causa de alguns contatos que só tenho nela. Eu vivo dizendo que preciso atualizar a minha agenda 2008, mas digo isso desde 2001 quando comprei uma agenda nova.


As sem-razões do amor
Carlos Drummond de Andrade

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.


Então é isso, feliz dia dos namorados pra vocês.
 

Update.

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Foto do Show.
[foi demais gente]

 

Clichê.

Na falta de opção melhor que está, o nome dá matéria será "Descubra Curitiba". Não gostei, mas até agora não aconteceu uma grande idéia. É uma matéria sobre os principais pontos de Curitiba, então, só me resta esperar pela big idéia, enquanto isso o nome fica assim mesmo.
Hoje eu vou ao Bosque Capão da Imbuia porque a matéria precisa ser ecológicamente correta. Afinal, está na moda e é o que todo mundo quer. Lugares ecológicamente corretos. Isso me faz rir (lógico) porque a maioria das pessoas querem na verdade se mostrar por aí. Eu mesma não separo lixo em casa e sempre digo pra mim mesma que preciso fazer isso. Mas acabo não fazendo. Mas uma hora o planeta explode e todos vão se lembrar que deveriam ter feito isso. Inclusive eu.

Pesquisa de campo.
Na área externa do Bosque está o “Caminho das Araucárias”, um bosque remanescente de Floresta Araucária, onde uma passarela elevada percorre uma trilha com 400 metros de comprimento, com 12 vitrines e painéis que mostram as inter-relações dos elementos naturais encontrados na Floresta Araucária e também os vários produtos desta formação vegetal, obtidos e utilizados pelo homem.


E como o dia está reservado para os Bosques, também irei ao Bosque Portugal e ao Bosque da Fazendinha. Tudo ecológicamente correto. Mas no final do dia, eu vou assistir ao show do Nenhum de Nós. Alguém aí se lembra dessa banda? Eu adorava aquela música "Astronauta de Mármore".

Nenhum de Nós – Céu Aberto Tour
Local: Teatro Guaíra
Data: 11 de junho (hoje)
Horário: 21 horas
 

Visitas.

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Fomos (o Eder e eu) ao Museu Oscar Niemeyer onde está acontecendo várias exposições, mas a que mais me chamou a atenção foi Bacon, Freud e Moore - Figuras e Estampas


[...]As obras foram selecionadas pelo curador venezuelano, Félix Suazo, elas registram os “paralelos e as convergências características” – técnicas e plásticas – existentes nas gravuras de Bacon, Freud e Moore.
O curador diz que estes artistas “se identificam ao abordar a idéia do corpo e sua representação, abrangendo desde a mais estrita meticulosidade anatômica (Freud), até a simplificação estrutural (Moore), passando pela distorção expressiva (Bacon)”.
Nos três casos, as técnicas gráficas – água-forte, ponta seca e litografia – atuam como veículos de estudo e exploração da figura.
Suazo analisa que o “discurso figurativo alimenta-se de temas cotidianos ou íntimos (retratos, nus, estudos, etc), nos quais a imagem corporal manifesta diversos estados da condição humana, debatendo-se entre o dilaceramento, a inapetência e a plenitude carnal”. “O corpo transfigurado em Bacon, a relação entre psique e gênero em Freud e o vínculo expressivo que se estabelece entre estrutura e sensualidade em Moore [..]”


Olha, a exposição está um show e para quem está em Curitiba ou vem pra cá, vale a pena visitar o Museu e conferir está exposição.

Onde. Museu Oscar Niemeyer / Curitiba (PR)
de terça a domingo - 10 às 18 horas
http://www.museuoscarniemeyer.org.br/
 

Pé na estrada.

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Curitibanos me esperem que estou a caminho.


Estou a caminho de Curitiba, escrevo aqui de Congonhas onde espero meu vôo - eu não gosto muito daquela cidade. No ano passado estive lá no Festival de Teatro. Acho que a cidade é legal, mas é tudo tão absurdamente cinza. Parece que tudo está de mau humor o tempo todo. Sem contar que lá faz frio e o sol é coisa rara.
Mas estou indo a trabalho, então não posso reclamar, até porque vai rolar uma grana extra que nem estava prevista e no momento isso é super bem vinda. Sendo assim, Curitiba é uma cidade divina. Credo, como eu sou falsa.

Eu nem posso reclamar, tenho dois amigos maravilhosos que são de lá e ainda moram lá. Vou ficar na casa de um deles, durante 03 dias. E já sei que iremos ao Lucca Café que é de um primo do Edér (o que está apontando pra ele mesmo na foto). Eu gosto mesmo é da livraria Arte & Letra que tem lá nesse café e do Macarron com café. Macarron é um docinho francês que são feitos lá mesmo. Uma delícia e eu nunca consegui encontrar em outro lugar a não ser lá. Já comi aqui em São Paulo, mas o sabor não era a mesma coisa. Foi uma decepção só.

Boa semana pra todo mundo e boa viagem pra mim.
 

Poesia.

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A imagem veio daqui.


Um dos meus poetas favoritos é Ferreira Gullar, gosto de ler o que ele escreve. Acho que foi o primeiro poeta com quem tive contato, ainda lá no tempo da escola. Minha professora de literatura era uma nordestina chamada Geralda. Ela era ótima. Nos fazia declamar poemas e "plagiá-lo" como forma de aprender a compor poemas.

Eu simplesmente amei o poema "Traduzir-se" e como hoje é domingo e esse blog tem o nome que nos remete a isso, um poema para esse dia sem graça, onde eu tento ter alguma idéia nova para escrever algo novo. Por enquanto. Nada. Meu cenário é um deserto e a janela está aberto e tudo lá fora esta parado. Nada se move. Odeio domingos.

Ferreira Gullar.

No dia 10 de setembro de 1930, nasceu o poeta Ferreira Gullar, em São Luís, Maranhão. Seu nome, na verdade, é José Ribamar Ferreira, o quarto dos 11 filhos de Alzira Ribeiro Goulart e do comerciante Newton Ferreira.
Em 1943, ele se apaixonou por uma menina e decidiu assim abrir mão de sua vida habitual e ficar recluso em casa, lendo e escrevendo poemas... Em 1945, uma redação sobre o dia do Trabalho obtém nota nove e só não obteve 10 por causa de dois erros de gramática. Nesse instante, ele, ainda menino, acreditava que tinha descoberto sua vocação: ser Escritor! Esta redação foi o ponto de partida para o soneto "O trabalho". Seu primeiro livro é publicado, Um pouco acima do chão em 1948.

No dia 10 de março de 1977, Gullar volta ao Brasil e é preso no dia seguinte sendo interrogado durante 72 horas e ouve inúmeras ameaças, até contra seu filho Paulo. É libertado graças aos esforços de amigos e aos poucos, retoma seu trabalho no país. Seu disco Antologia Poética de Ferreira Gullar ganha o prêmio Personalidade Literária do Ano - e logo em seguida saem seus livros Na vertigem do dia....


TRADUZIR-SE

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?

Ferreira Gullar
 

Fiapos.

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Bom dia...
O dia amanheceu preguiçoso e gostoso, tem um pouco de vento, mas há o sol que eu adoro criando sombras por aí. Saí para caminhar bem cedo. Hoje eu acordei disposta. Não é engraçado como as vezes a gente acorda super a mil, com vigor, disposição? Hoje eu estou assim. Quase me esqueci que na semana que vem tem o tal dia dos namorados e eu não tenho um namorado. Tudo bem. Mas está tudo bem mesmo. Estou sozinha e estou legal.

Esse tempo estranho. Não gosto de frio. Eu sou toda verão. Gosto de sol, de me bronzear. De ir a praia. Embora faça tempo que eu não faço isso.

Acho que o frio nos obriga a estar em contato com nossas emoções e as minhas não tem sido das melhores. Aliás, eu acho que está faltando muita emoção na minha vida. Fazer o que? Nem tudo é perfeito. Eu tenho muitas coisas, mas não tenho todas (ainda não). Não sei quando terei tudo, mas eu acredito nessa história de grande amor, enquanto não acho ou ele me acha, eu fico na expectativa. No ano passado namorei um cara legal, mas depois de seis meses sem muito tempo para ele, a coisa esfriou.

Hoje é sábado e eu vou ao Il Barista lá no Jardim Paulistano, é um dos bares mais badalados da cidade hoje. Se quiserem ir, anotem o endereço.


Livraria da Vila
Alameda Lorena, 1731 (jardins)
 

Correndo atrás.

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[...]"Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: assim eu quereria o meu último poema". [...]

Fernando Sabino, escritor mineiro em A Companheira de Viagem (1965) fazendo referência ao pernambucano Manuel Bandeira, autor de O último poema.



Com esses dizeres eu comecei o artigo "Café através dos nossos sentidos" que eu decidi escrever depois de ler uma matéria sobre o assunto. O tema era bem parecido, mas a idéia era outra. Eu queria mostrar as sensações de quem bebe café através dos nossos sentidos. Foi bem legal escrever, até porque eu adoro tomar café enquanto escrevo e acabou sendo uma brincadeira gostosa. O artigo saiu na edição 12 da revista Espresso. E agora vou escrever uma matéria para eles "Mundo Café".

Ps. Vou deixar aqui um trechinho do artigo porque não posso colocar o artigo todo que é exclusivo da revista, escolhi o Olfato porque foi o que eu mais gostei de escrever.



Olfato. Detalhes do Aroma

Mais importante até que o paladar, o olfato é um dos principais sentidos usados na degustação dessa bebida que causa tanto prazer ao nosso corpo. O aroma pode lembrar nozes, chocolate, baunilha. Sensações que virão a se confirmar no paladar. Assim como a pipoca, nos lembramos do café pelo cheiro.
Sempre que penso em café, lembro-me de amendoas e macadâmia. Claro, também se confude com o cheiro de folhas de papel, grafite e tinta de caneta. Tudo isso é aroma e também é café.

 

Ontem.

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Saudades do tempo de escola.

Tuma do Segundo Grau

Hoje eu estava me lembrando do tempo de escola: sala de aula, provas, quilos de trabalhos, recreio, conversas de banheiro, namoricos escondidos do diretor. Esse tipo de coisa.

Na oitava série eu tinha uma professora de matemática que era muito chata. A dona Luciana era o terror do colégio, era sempre a última a apresentar as notas e a gente ficava lá esperando para saber se iria ou não participar da colação de grau, afinal, ela era famosa por deixar alunos de recuperação. Primeira semana de dezembro, último dia de aula, formatura ensaiada. Eu estava com o discurso na ponta da língua (eu era a oradora da turma, havia levado duas semanas para escrever o bendito do discurso) e lá estavámos nós a esperar as benditas notas finais da dona "chata" Luciana.



Minha turma na oitava série era muito legal, dividida no grupo que só estudava e eram os melhores da turma. A turma do fundão que só fazia bagunçar e que eram engraçados, estavam sempre na diretoria. Tinha as "lindinhas" da classe. Bonitas e sem cérebros. Duas eram loiras e isso não é preconceito meu. risos. A turma dos que haviam reprovado no ano anterior e que não pareciam que iriam seguir rumo diferente do que tinham tido no ano anterior. A escola onde eu estudava só tinha o primeiro grau e todos iriam para uma nova escola depois daquele ano. Eu havia prestado o tal do "vestibulinho" e já tinha destino certo, apenas a Soninha e a Val iriam para o mesmo colégio que eu. Então, a nossa formatura se resumiu em muitas lágrimas, música de despedida e tudo mais. Eu achava que as coisas não iriam ser tão diferentes como estavam dizendo que seriam, mas muita coisa mudou. Escola nova, colegas novos, dúzias de matérias novas e mais quatro anos pela frente. O detalhe é que nesses quatro anos seguintes eu teria que escolher algo para definir a minha vida. Que loucura. Comecei pensando em administração. Mudei de idéia rapidamente, acho que nem chegou a ser uma idéia. Depois optei por fazer educação física porque eu era excelente no handball. Fui campeão no time do colégio e nos jogos regionais. Perdemos nos Jogos Abertos para a equipe profissional de Americana, mas foi legal assim mesmo. Eu perdi o gol mais feito da história e até hoje penso naquele maldito lance. Eu escorreguei na droga da quadra molhada.



Bem, mas escolhi jornalismo graças a minha professora de português que achava que eu levava jeito para a escrita. Realmente, redação passou a ser a minha melhor matéria no segundo grau. Mas não fiz tantos amigos como havia feito no primeiro grau. Acho que a gente tem outras opções nessa epoca. Eu tinha treino de handball as segundas, quartas e sextas. Estudava inglês e francês e claro, me preparava para o vestibular.



Engraçado. Agora eu já não sei mais do que eu sentia saudades. Brincadeira. Tudo isso faz parte da saudade também. No segundo grau eu criei o jornal da escola, o "Frenético", foi um dos momentos mais legais dessa epoca. Depois inauguramos a Rádio da escola que foi o maior sucesso do intervalo

 

Prioridades.

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Eu já tive vários blogs.



A maioria com o mesmo nome. No zip.net. No blogger Brasil. Aqui mesmo. Mas acabo sempre abandonando os blogs. Sei lá. Acho que blog pra mim é o mesmo que diário, onde eu escrevo vez ou outra e depois esqueço. E eu já tive milhões de diários. Todo ano começo um novo. Todo ano esqueço eles em algum lugar.
No ano passado esqueci um na biblioteca Mário de Andrade que está fechada para reformas. Eu adoro ir lá, foi o primeiro lugar que eu visitei aqui em São Paulo e depois passei a ir lá todos os dias. Agora resta-me o Centro Cultural São Paulo. Também gosto de lá, mas não é a mesma coisa. Não é não.
Bem, mas foi lá no computador da biblioteca Mário de Andrade que fiz meu primeiro blog. Eu fiz uma oficina literária lá. Eu pensava que iria conseguir escrever poesias (podem rir, eu não me importo).

Agora estou novamente escrevendo em um blog. Vejamos no que vai dar esse Metrópole em Poesias. Aliás, acho que o nome já nem faz mais sentido, como fez um dia. Mas vou seguir com ele assim mesmo. Se achar algo melhor, eu tento mudar. Essa palavra me persegue mesmo. Eu não gosto de mudanças, tanto quanto não gosto do outono, prefiro mesmo a primavera.
 

Singular

Quase me esqueci quantos anos tenho, risos.




Quando cheguei em São Paulo em 2002, eu nem sabia exatamente o que vinha fazer aqui. Tinha algumas idéias em minha mente (mas isso eu sempre tive) aos montes. A maioria ruím mesmo. Mas enfim, tinha entrado num ônibus com destino a capital, onde eu não colocava os meus pés há anos. Eu morei aqui quando tinha uns três ou quatro anos, mas depois fui com meus famíliares para o interior e lá fiquei até me cansar.



E como eu me cansei. Já sentiu que seus pés viraram raízes e você não é capaz de sair do lugar? Era assim que eu me sentia.


Assim que terminei a faculdade, resolvi encarar essa cidade de frente. Não achava que ela era assim tão grande e tão pouco um monstro de muitas cabeças. Achava que era apenas uma cidade como tantas outras (aqui eu posso rir e muito) ainda me lembro do tamanho do susto que eu tomei quando cheguei na Rodoviária do Tietê. Eu havia dormido durante a viagem. Afinal, mais de cinco horas de viagem do fim do mundo até aqui era muita coisa.

A primeira noite, fiquei num hotel "zinho" vagabundo perto da rodoviária mesmo. Não conhecia nada e fui logo entrando na primeira porta que eu vi. Claro que tinha uma plaquinha escrito hotel nela. Uma grande piada. Banheiro no corredor. Dúzias de pessoas para tomar banho e todas as televisões no mesmo corredor ligadas. Um desespero só. Mas tudo bem, não seria isso que iria me incomodar, não mesmo.

Os primeiros dias por aqui foram uma loucura (total e completa) não conhecia ninguém, não sabia andar nas ruas. Eu me perdi dúzias de vezes. Mas então, achei uma pousada no Bixiga. Sabe que eu não faço a menor idéia de como eu cheguei lá. Sério. Porque eu juro que eu não conhecia absolutamente nada nessa cidade. Claro que quem tem boca vai a Roma, mas eu fui apenas até o Bixiga ou Bela Vista mesmo.


Dias estranhos aqueles.
Mas eu sobrevivi e isso é o que importa.
 

Vida...

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Descobri essa música por acaso, ao comprar um cd do Chico Buarque. Eu queria impressionar alguém (que ficou para trás). Já não me lembro mais quem era essa pessoa, mas o engraçado é que ao ouvir esse cd, depois de tanto tempo, ficou engraçado verificar como essa música combina com a minha história.


Música. Vida
Autor. Chico Buarque de Holanda

Vida, minha vida Olha o que é que eu fiz
Deixei a fatia mais doce da vida
Na mesa dos homens de vida vazia
Mas, vida, ali, quem sabe, eu fui feliz

Vida, minha vida Olha o que é que eu fiz
Verti minha vida nos cantos, na pia
Na casa dos homens de vida vadia
Mas, vida, ali, quem sabe, eu fui feliz

Luz, quero luz Sei que além das cortinas são palcos azuis
E infinitas cortinas com palcos atrás
Arranca, vida Estufa, veia E pulsa, pulsa, pulsa, Pulsa, pulsa mais

Mais, quero mais Nem que todos os barcos recolham ao cais
Que os faróis da costeira me lancem sinais
Arranca, vida Estufa, vela Me leva, leva longe, Longe, leva mais

Vida, minha vida Olha o que é que eu fiz
Toquei na ferida, nos nervos, nos fios
Nos olhos dos homens de olhos sombrios
Mas, vida, ali, eu sei que fui feliz

Luz, quero luz Sei que além das cortinas são palcos azuis
E infinitas cortinas com palcos atrás
Arranca, vida Estufa, veia E pulsa, pulsa, pulsa, Pulsa, pulsa mais

Mais, quero mais Nem que todos os barcos recolham ao cais
Que os faróis da costeira me lancem sinais
Arranca, vida Estufa, vela Me leva, leva longe, Longe, leva mais

Vida, minha vida Olha o que é que eu fiz...
 

A felicidade é possível?

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"Eu fiz uma descoberta estranha. Toda vez que converso com um sábio tenho a certeza de que a felicidade não é possível. Já quando converso com o meu jardineiro, fico convencido do contrário".

Bertrand Russell, filósofo, matemático e escritor (1872 – 1970)